terça-feira, 30 de junho de 2015

Day 6

Jambo!
Mais um dia passado aqui. De manhã fomos até a escola para dar aulas. Temos um programa a seguir, isto é, todos os dias temos um objetivo (pode ser leitura, ditados...), e hoje era construir palavras, por isso foi muito a base de jogos.
Fizemos um jogo tipo "scrabble" e uma das miúdas escreveu a palavra "sexo" ao que eu achei muita piada e ri-me e ela respondeu "a professora disse-nos que o sexo é uma coisa boa...", eu fiquei tipo "pois, mas vocês ainda são crianças..." e rapidamente responderam "claro, claro, só depois do casamento!". Fiquei muito mais descansada mas surpreendida com o facto de elas pensarem mais rápido em "sex" do que em "see" ou "sea" mas tudo bem. Deu para me rir um bocado.
Depois da aula as miúdas perguntaram se me podiam pentear... Imaginem-me sentada no meio de 10 miúdas, todas a tentar agarrar um pedaço do meu cabelo para poder pentear e fazer tranças! Foi doloroso, mas elas ficaram tão felizes que valeu a pena.
Durante a manhã tivemos a presença de mais uma estagiária que me deixou particularmente feliz porque era brasileira. Passei o dia todo a falar português e foi a melhor sensação de sempre. Não fazem ideia da necessidade que tenho de falar português, é uma sensação super estranha mas foi um alívio finalmente contactar com alguém que não falasse só inglês comigo. Ela esteve a visitar o nosso projeto porque o dela ainda não está a funcionar por isso ficou connosco e ficamos encarregues de a levar à cidade depois.
Hoje chegou também outro estagiário cá a casa que basicamente assustamos para caraças. A minha relação com os rapazes desta casa neste momento é de bullying (in a good way) por isso basicamente estamos sempre a gozar uns com os outros e o rapaz novo já nem sabia para onde havia de se virar ao fim de 10 minutos.
Acabamos por ir 5 estagiários à cidade, mais uma AIESECer, passei no mercado para comprar umas bolachas e massa que sinto a necessidade de comer (aqui é só arrooooz) e depois fomos até ao LC da AIESEC ter com o pessoal, que claro estava super animado como sempre.
Depois fomos ter com o Noah (dono da casa) que comprou pizza para toda a gente por isso tivemos o melhor jantar de sempre cá em casa desde que cheguei (para além do Carnivore claro que é só delicioso).
Decidimos também criar algumas regras base cá para casa para permitir a convivência entre 9 pessoas dentro de uma só casa que é algo muito mais difícil do que parece. Somos muitos, numa casa pequena e todos de culturas diferentes e com hábitos diferentes. É preciso saber os limites de cada um para nunca os ultrapassar e para não desrespeitar ninguém.
Cena gira cá de casa também são as baratas! Jà encontrei três e já não estou a achar muita piada a essa parte mas já compramos um spray para desinfetar tudo por aqui!
E é basicamente isso por hoje people. Espero que a seleção sub-21 ganhe que não consegui ver a porcaria do jogo na televisão que estava a sempre a bloquear por isso estou só a espera do resultado neste momento!
Mil kisses da vossa daisy favorita!

segunda-feira, 29 de junho de 2015

Day 5

Jambo! Habari gani? Comigo está tudo.
Hoje voltamos a ir à escola. No caminho para a escola o condutor do Matatu tentou sacar mais 10 xelins do que o que devia. Eles tentam mesmo aldrabar os preços aos Muzungos mas saiu-lhe mal porque já sabemos quanto pagamos sendo que fazemos o mesmo caminho todos os dias, mas se fossemos turistas tinha provavelmente resultado!
Quando chegamos à escola tivemos oportunidade de ver a sala que vamos ter de transformar em biblioteca e espaço de leitura. Vamos organizar-nos de forma a angariar fundos para isso e para tentar melhorar as condições da escola sendo que achamos que são os objetivos com mais impacto a longo-prazo, mas ainda vou ter mais novidades em relação a isso (e espero que todos possam contribuir, mesmo que seja com pouco, ajuda sempre). A sala até tem boas condições mas está cheia (e quando digo cheia, digo CHEIA até ao teto) de trabalha: mesas, cadeiras, lixo... Vamos ter de trabalhar bem para conseguir tratar disso!
A seguir tivemos a dar aulas, hoje era dia de leitura e os alunos tiveram de ler notícias do jornal ou histórias do jornal. Um dos miúdos escolheu uma notícia sobre um polícia que foi atacado pelo Al Shabaab e perguntou-me o que era... Honestamente, como é que se explica a um miúdo o que é terrorismo no país vizinho? Mas enfim... as aulas correram bem, e percebi a necessidade que faz uma biblioteca naquela escola porque os miúdos gostam mesmo de ler e de aprender. É mesmo super necessário dar-lhes a oportunidade de o poder fazer mais e melhor.
Depois da aula viemos para casa, compramos batatas fritas numa loja a beira da estrada e almoçamos em casa. Passei a tarde toda a descansar (juro que não entendo como ando sempre cansada neste país). Agora acabei de ver um filme com o pessoal e já nos deitamos para dormir.
Tivemos a falar um bocado sobre ir a Kibera (pior favela em África) porque na realidade a favela em que trabalhamos é uma das "melhores". É uma favela claro, vê-se pobreza em todo o lado, mas ainda há umas certas "condições". Queremos mesmo ver a realidade da pior favela africana com os nossos próprios olhos para ter noção, acho que só se percebe quando se vive e se vê com os próprios olhos.
É tudo por hoje, tomorrow is a new day!
Kwaheri!

domingo, 28 de junho de 2015

Day 4

Chill day. Foi mesmo um dia em que não fiz basicamente nada.
Dormi até tarde para descansar. Depois de tomar o pequeno almoço simplesmente tive a atualizar as minhas séries que tinha em atraso. Também conheci o dono da casa que ainda não tinha tido a oportunidade de o fazer.
À hora do almoço eu e outra rapariga aqui da casa decidimos ir dar uma volta pela zona e ver se encontrávamos batatas fritas. Mais uma vez fomos super abordadas pelas pessoas mas nesta zona é super tranquilo. Ela estava cheia de medo na realidade mas só temos de nos mostrar simpáticos e confiantes. Aqui somos os "outsiders". As pessoas abordam-nos, uns por simpatia, outros por curiosidade, deverá haver alguns maldosos também, mas se nos mostrarmos abertos, confiantes e simpáticos acaba por correr bem e as pessoas são muito simpáticas connosco.
Depois desta procura mal sucedida por batatas fritas desistimos e pedimos ao Noah (dono da casa) para fazer almoço que ele fez muito generosamente.
Passei a tarde a ver filmes: primeiro "The Age of Adaline" (que recomendo) e depois "Survivor" (que já não recomendo) mas foi uma tarde bem passada.
Agora estivemos a reunir para falar do projeto, sendo que temos de fazer relatórios semanais enquanto grupo por isso estivemos a decidir quem fica encarregue de cada semana de tratar do relatório.
E é basicamente tudo por hoje, não tenho absolutamente nada de interessante para contar. Amanhã já vou trabalhar por isso já deverei ter mais para contar.
Cumps da Daisy!

sábado, 27 de junho de 2015

Day 3

Jambo!

Primeiro fim-de-semana aqui. Sendo que não há trabalho acabamos por aproveitar os fins-de-semana para passear mas neste não combinamos nada em particular por isso decidimos sexta a noite ir até a African Heritage House. Felizmente temos os nossos AIESECers para nos ajudar e disseram-nos que é suposto reservar para ir lá por isso tivemos de passar ao plano b.
Decidimos então ir até a Karura Forest para fugir um bocado à cidade. Sim, porque a cidade cheira a poluição, os autocarros largam tanto fumo, é algo rídiculo. Apanhamos então o Matatu até a cidade.
LET'S TALK ABOUT THE MATATU'S! Eles merecem todo um parágrafo juro. Um Matatu é um serviço de transporte público. É tipo uma carrinha de transporte de pessoas. Mas a agressividade deste transporte é algo que não consigo descrever em palavras. Juro que gostava de conseguir filmar só para poder mostrar. Espero mesmo conseguir isso! Fun fact: o quenianos são provavelmente os piores condutores do mundo. Ontem estava a andar de Matatu e um carro levou o espelho lateral e eles simplesmente mandaram vir um bocado e continuar. É a condução mais selvagem que já vi na minha vida.  Não há regras na estrada. Toda a gente atravessa no meio da estrada e ninguém trava, é basicamente "desviem-se se não querem ser atropelados". Relativamente aos preços dos Matatu's se alguém estiver curioso, o máximo que gastei até agora foram 0,60$ por isso acho que percebem que não é muito caro.
A chegada a cidade fomos comprar umas bolachas e uma água para o passeio da tarde e seguimos. Pagamos para entrar na floresta, tudo se paga neste país, é quase ridículo mas pronto, foi relativamente barato (6$) e valeu a pena porque foi uma tarde mesmo para descansar o corpo de toda aquela poluição e ver alguma natureza. Passeamos a tarde toda, vimos uma Catarata, muita verdura, macacos, borboletas e fomos embora.
O dia foi bastante simples hoje sendo que nada de especial aconteceu, mas faz falta alguns dias assim mais descansados para aliviar a cabeça.

Day 2 - 1ª dia na escola, 1ª ida à cidade

Primeiro dia de trabalho. As expetativas não existiam simplesmente. Só queria ir para lá, ver o que vou fazer, perceber onde posso ter impacto. Só me disseram "não leves calções e não leves nada valios, as favelas não são propriamente seguras".
Lá vou eu, no Matatu (mini-autocarros, mas um dia destes falo mais disto). Quando chegamos à paragem, nota-se a pobreza, aquele aperto no peito de que finalmente estás a perceber a realidade que existe aqui e a razão pela qual estou aqui.
A chegada à escola foi inexplicável. Não sei mesmo descrever o que senti. As crianças simplesmente a correrem a tua volta, a tentar tocar-te, dizer "olá", outros só olhavam simplesmente. Conhecemos a professora da escola que é muito simpática (já estamos convidados para o casamento da filha), outros professores, visitamos a escola.
Agora vamos a número: 1 escola, mais de 1000 crianças, 26 professores, 1 cozinheira. A maioria das crianças são muito pobres, pode ver-se nas roupas deles, alguns andam com o uniforme muito estragado, outros descalços e aí percebi o quão sortuda e privilegiada sou por ter uma casa, refeições, acesso a educação e saúde.
As aulas correram bem. O que acontece basicamente é que damos 3 horas de aulas a três turmas diferentes divididas por idades. Cada um de nós está encarregue de um grupo de crianças e trabalhamos com eles. Numa só manhã tive um miúdo no grupo que não sabe ler, tenta fazer de conta que sabe para não gozarem com ele mas não sabe. É um sentimento de impotência face a este tipo de situações que nem consigo explicar. Outra miúda era tão envergonhada que estava quase a chorar porque não queria ir ao quadro... O que acontece é que alguns gozam por isso sentem-se reprimidos e nunca chegam realmente a aprender. Outros adoram mostrar que sabem. Mostrar que sabem ler, orgulham-se em ir ao quadro e orgulham-se em ser o melhor. É um bocado disto que falta em Portugal
Depois das aulas começou a sessão de fotografias. Eu perguntei a duas miúdas se podia tirar uma fotografia e de repente é 50 crianças a gritar "Professora, podemos tirar uma foto consigo?". E lá estivemos nós mais de 30 minutos só a falar com eles e a tirar fotografias. Todos querem saber que idade tenho, de onde sou, algumas perguntavam qual era o meu animal preferido, outros querem mostrar no globo onde fica Portugal e provar que sabem... A simplicidade deles e humildade deles é algo que só visto e só se percebe depois de estar com eles. É uma sentimento incrível estar com aquelas crianças cheias de vida e de vontade de estar ali. É o que faz falta às crianças do nosso país. Vontade de aprender e de estar na escola. Vontade de ser o melhor.
De tarde, fui pela primeira vez à cidade e acreditem, é quase assustador. Ser o Muzungo, o "branco" não é algo fácil. Muitos olhos em cima de ti, muita insegurança dentro de ti mas que nunca podes mostrar pois quanto menos o mostrares, menos probabilidade tens de te acontecer alguma coisa. Em qualquer lado que vá, as pessoas falam comigo, só porque sim. Começam a pedir, tentam vender algo porque normalmente os muzungos são os ricos, os turistas.
A verdade é que finalmente começo a perceber do que se queixam as pessoas de cor em países de brancos. É como se tivesses sempre uma certa pressão em ti: as pessoas olham para ti, alguns comentam, outros metem-se contigo, mas claramente, és tratado de maneira diferente.
Acho que já me estou alongar demasiado por isso vou ficar por aqui.





quinta-feira, 25 de junho de 2015

Day 1

Primeira noite: dormi super bem mas fui completamente atacada por mosquitos. Acho que tenho de aceitar que vou ser sempre essa pessoa: em mil pessoas numa sala, os mosquitos escolhem-me sempre a mim. Conclusão: acordei com o olho inchado (excelente maneira de criar uma boa primeira impressão).
Quando acordei já não estava ninguém em casa, sendo que a maioria dos projetos são de manhã. Tomei o pequeno almoço, que consiste em chá e torradas, e fiquei satisfeita com isso, ao contrário dos outros que estão habituados a pequenos almoços pesados. Depois encontrei-me com o Joe, que faz parte da AIESEC no Quénia e o meu Buddy, que é basicamente quem me acompanha aqui. 
Coisas que descobri que Portugal tem em comum com o Quénia: 1º eles comem "sonhos" (aqueles que nós comemos no natal) mas o ano todo, e sem o açucar e a canela, e é muito provável que tenha vindo de nós porque 2º os portugueses tiveram mesmo presentes no Quénia e deixaram algumas heranças para trás, e até têm um pilar em homenagem a Vasco da Gama em Mombaça. 
Adiante! Fui visitar o comité do Quénia da AIESEC onde claro toda a gente foi impecável comigo. Depois fui passear que é a parte que interessa. Fui ao Animal Orphanage com duas pessoas sendo que uma delas conheci no dia anterior e outra nunca tinha visto na minha vida. Acho que este é o maior desafio até agora, conhecer e confiar tão rapidamente em pessoas pode ser bastante complicado para mim.  Lá pudemos ver leões, leopardos, macacos, estão a perceber a ideia acho eu. Depois disso fiquei apenas com o mano que também é estagiário e tivemos a vistar casas típicas das tribos quenianas. Ele sabia tanto sobre o assunto que é ridículo a sério. Acho que aprendi mais sobre a cultura queniana hoje do que irei aprender, e nem sequer foi um gajo daqui que me ensinou. Mas o que aconteceu depois, é mesmo daquelas cenas que levo comigo...
Tinhamos um taxi que disse que nos ia buscar, por isso estávamos tranquilos. Então começou a escurecer, lá para as 18:00, e nós já estávamos à espera há algum tempo, mas até se estava bem com a luz (apesar de estar a ser devorada por mosquitos, mas ok), entretanto fica escuro, mas mesmo escuro, por isso fomos para a entrada que estava deserta. Cenário super assustador, super creepy, e estou eu e o mano que basicamente conhecia só a umas horas. Problema: o gajo é pior do que eu em criar cenários assustadores. Começa-me com cenas do tipo "isto é tudo parte de um plano para te raptar" ou "o que é pior: matarem-te ou matarem-me a mim e darem-te o meu corpo de alimento?" entre mil e outros cenários assustadores que ninguém consegue imaginar. Na verdade, teve imensa piada, apesar de naquelas 3 horas ter estado um bocado assustada.
Agora que penso nisso, é deste tipo de situações que preciso, fora da minha zona de conforto, assustada, com alguém que mal conheço mas que consegui logo perceber que era incrível, preciso de começar a perceber esse tipo de coisas, perceber melhor as pessoas, foi exatamente para o tipo de experiências anormais que vim. Do dia todo que tive, o que retirei foi 3 horas sentadas ao escuro a falar de cenas aleatórias com um mano que mal conhecia e que decidiu assustar-me o tempo todo. Falamos de nós, de religião, dos nossos países, culturas, diferenças...
Depois de tudo isto, finalizamos a noite num restaurante chamado "Carnivore" que é basicamente carne em todo o lado onde comi, entre outras carnes normais, crocodilo e testículos de touro... Os testículos sabem a moelas, e o crocodilo tem uma textura estranha e um sabor doce (caso queiram estejam curiosos).
Basicamente foi isto, e agora vou dormir que amanhã acorda-se super cedo para ir trabalhar.
Hakuna Matata everyone!


Day 0

Depois de dormir cerca de 3 horas, levanto-me as 3;30 da manhã para ir para o Aeroporto. A primeira viagem foi para Paris.
Sabem aquela sensação de cansaço tão forte que nem conseguem dormir? Era exatamente como me sentia. Decidi olhar a minha volta e estava tudo completamente desmaiado a dormir e eu ia simplesmente a fazer aquelas sessões de pensamento estúpidos: e se o avião cair agora? Qual era o melhor sítio para me proteger? Qual a probabilidade de sobreviver? Se sobrevivesse ia receber grande indemnização! Porquê que em vez dos coletes salva-vidas não colocam paraquedas? Nunca ouvi nenhuma história de pessoas que sobreviveram graças ao cinto de segurança, máscara de oxigênio e colete mas pronto... As nuvens estão mesmo giras! Se fossem multicolores ainda seriam mais giras... (Acho que já perceberam a ideia!).
Claro que eu não era eu se não me perdesse, então lá andei eu, por corredores desconhecidos no aeroporto de Paris, até que um rapaz que lá trabalhava achou que eu era uma miúda de 16 anos que tinha perdido os pais e me veio ajudar. Atravessei meio mundo para conseguir chegar ao terminal certo (juro que até um maratonista ficava cansado com aquilo) mas finalmente consegui chegar ao lugar certo.
A viagem para Nairobi foi super cansativa. Não dormi absolutamente nada. Conheci uma senhora muito simpática que não fazia a mínima ideia de onde era Portugal, cada vez percebo mais quão pequeno é o nosso cantinho e quão despercebido passa. O voo foi tranquilo tirando algumas turbulências, principalmente à chegada e que punha a Senhora do meu lado esquerdo a rezar e o rapaz do meu lado direito a bater mal simplesmente.
O processo do Visto foi tranquilo, na verdade eles não quiseram saber... Pelos vistos aqui ser confiante é meio caminho andado para ser respeitado, mesmo quando se está errado, deve-se estar confiantemente errado.
Ao chegar fora do aeroporto, em cinco minutos um gajo já me tinha dado o número e sacado o meu, literalmente sacado sendo que pegou no meu telemóvel e simplesmente ligou para o dele enquanto eu estava com a minha cara de "what the fuck is happening?".
Passado 20 minutos o pessoal da AIESEC chegou, todos super simpáticos, super disponíveis, super tudo! Acho que o nervosismo passou todo quando eles começaram a gozar com a minha historinha do número que tinha acabado de aconteceu. Em 5 minutos estavam já a falar de festa, o meu tipo de pessoas basicamente.
A casa é tranquila, o quarto um bocado pequeno mas vive-se bem! Toda a gente me chama "margarita" o que também é tranquilo claro. Não me consigo lembrar do nome de ninguém por isso vai ser uma luta, até porque não são propriamente nomes portugueses. Mas até agora tranquilo. Sempre tranquilo.